A brain parade

A Brain Parade é um projeto cultural e educativo que conecta arte e saúde para falar sobre a enxaqueca de forma criativa e acessível.

Idealizada pelo Dr. Mario Peres e pela Dra. Juliane Mercante, e com realização da ABRACES (Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca), a Brain Parade nasceu do desejo de tirar a enxaqueca da invisibilidade.

Dr. Mario Peres

Dra. Juliane Mercante

A enxaqueca é uma condição neurológica invisível, que afeta em torno de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo e 33 milhões no Brasil . Apesar de sua prevalência, ela ainda é subdiagnosticada, mal compreendida e frequentemente negligenciada.


A enxaqueca está entre as principais causas de incapacidade no mundo, sendo 2º lugar para os adolescentes e jovens e 5º lugar para os adultos. Ela representa 88,2% do impacto gerado pelas dores de cabeça.


A Brain Parade busca mudar esse olhar, sensibilizando e conscientizando a sociedade sobre a importância de reconhecer e tratar a enxaqueca com seriedade. É uma iniciativa inovadora, que une saúde, educação e arte, ajudando a melhorar a empatia e apoio às pessoas com enxaqueca.

A primeira edição da Brain Parade apresenta 20 esculturas em forma de cérebro humano, feitas em fibra de vidro e resina, e personalizadas por artistas brasileiros convidados.


As obras serão exibidas durante o Congresso da International Headache Society (IHC2025), o maior congresso internacional de cefaleias, que acontece de 10 a 13 de setembro de 2025, no WTC, em São Paulo, em conjunto com o Congresso Brasileiro de Cefaleia.


Após a mostra, as esculturas serão leiloadas, e os recursos revertidos para a ABRACES, ampliando o impacto social do projeto.

Conscientizar:
Promover conhecimento e compreensão sobre a enxaqueca e seus sintomas.

Sensibilizar:
Chamar a atenção para uma condição invisível, gerando empatia com quem convive com ela.

Apoiar:
Reverter recursos arrecadados em benefício da ABRACES, fortalecendo projetos de apoio e pesquisa.

Unir arte e saúde:
Aproximar especialistas, artistas e público em torno de uma causa comum.

A enxaqueca é uma doença invisível: não deixa marcas externas visíveis, mas causa intenso sofrimento e incapacidade. Justamente por sua invisibilidade, muitas vezes é minimizada ou mal compreendida pela sociedade.

O uso do modelo de um cérebro dá forma concreta a essa realidade. Ele representa que a enxaqueca existe, pode ser mensurada e traz impactos reais na vida das pessoas. Cada escultura é um símbolo de que a dor não está “na cabeça” como metáfora, mas sim no cérebro, com bases biológicas claras e mensuráveis.

A enxaqueca compromete profundamente a qualidade de vida: limita atividades pessoais, profissionais e sociais, causando perda de produtividade e sofrimento silencioso. Ao trazer o cérebro como ícone, mostramos que não se trata de uma questão de fraqueza ou exagero, mas de um transtorno neurológico com grande impacto humano e social.

Além disso, os avanços da ciência já demonstraram que existem mecanismos cerebrais — desde alterações em circuitos neurais até a ativação de vias específicas de dor e inflamação — que explicam a ocorrência e o agravamento das crises. Ou seja, o cérebro não é apenas o palco, mas também o protagonista biológico da enxaqueca.

Assim, a escultura de um cérebro funciona como um símbolo de conscientização: dá visibilidade ao invisível, transforma ciência em arte e ajuda a sociedade a reconhecer a enxaqueca como uma doença cerebral legítima e significativa.